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Projetos incentivados

Projeto "Vi ELAS na VILA" [2024]  |  Finalizado

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O projeto “Vi ELAS na VILA” foi desenvolvido com o objetivo de contribuir para a representatividade feminina na Arte Urbana de Caxias do Sul e promover a transformação de um dos trechos do muro do Cemitério Público Municipal, delimitador do território do bairro Euzébio Beltrão de Queiroz.

 

As artistas caxienses DEN, Life, Muri e Sabri trabalharam em conjunto com as artistas convidadas Isa, Renata Medeiros, Govsna e Marcinha Dark, transformando o cotidiano da Rua José do Patrocínio. Ao mesmo tempo em que as artistas convidadas foram suas protagonistas, expressando opiniões, manifestações artísticas e representatividade à comunidade, o projeto reafirmou o direito de acesso à cultura das moradoras e moradores e fortaleceu seus laços afetivos com o lugar onde vivem.

 

Foi realizada, ainda, uma edição da Feira de Mulheres Empreendedoras no evento de seu encerramento, promovendo o respeito às manifestações culturais dELAS e ampliando ainda mais seu impacto social. Propiciou que a VILA permanecesse resistindo e, sobretudo, produzindo conteúdos importantes para a reflexão humana e a cultura caxiense.

Financiamento: Fundo Social Sicredi Pioneira 2024  |  Realização: VIELAS Espaço cultural

Apoio: AMoB Euzébio Beltrão de Queiroz | Clube de Mães Vovó Regina - Ateliê Dorcas | Secretaria Municipal do Meio Ambiente | Secretaria Municipal da Saúde

Parceiros: DEN | Life | Muri | Sabri | Isa | Govsna | Renata Medeiros | Desapego das Gurias | Kassy Personalizados | Cássia Kiss | Rosangna Barrios | Maria Alceri | Grupo Mulheres do Brasil - Núcleo Caxias do Sul | Akelas Ateliê | Adriane Brito | H Terapêuticos | Corderos Ateliê | Chicha Calipso | Vovó Wilma | Ateliê Moksha | Artes da Fram | JB Pinturas | Silk Design | Rock Tintas | Rádio São Francisco | Rádio Vanguarda

Projeto "ZDC das Artes: imPACTO, revitalizAÇÃO e MEMÓRIA" [2025]  |  Finalizado

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O projeto contribuiu para a valorização das manifestações culturais das favelas por meio da transformação de becos do bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, conhecido como Zona do Cemitério (ZDC). Estes lugares concentram um número expressivo de moradores em situação de vulnerabilidade social e cultural, como em suas ruas e travessas principais, e representam uma das principais características dos espaços periféricos.

 

A ação cultural deu continuidade à revitalização de espaços comuns do território, propiciando o fortalecimento dos laços afetivos dos moradores com o lugar onde (sobre)vivem e a diminuição da violência e da discriminação no cotidiano. Os artistas DEN, Life, Sabrina Souza, Andrigo Martins e APA, de Caxias do Sul, e Erick Citron, de Porto Alegre, promoveram a Arte Urbana como um espaço de autonomia para toda a comunidade.

 

Associado ao campo das relações sociais e à ampliação do conceito de patrimônio cultural, o projeto “ZDC das Artes”, apoiado pela multiplicidade de compreensões contemporâneas, estimulou a presença de pessoas no local transformado, modificando positivamente seu cotidiano e, sobretudo, os olhares lançados sobre ele. As artes desenvolvidas são um legado para a comunidade, catalogadas como obras do MARM, museu de arte a céu aberto concebido no bairro, e o evento de encerramento teve o engajamento de moradores, voluntários e parceiros, tornando-se uma verdadeira celebração à fruição cultural que emana das favelas.

Financiamento: Fundo Social Sicredi Pioneira 2025 | Realização: VIELAS Espaço cultural

Apoio: AMoB Euzébio Beltrão de Queiroz | Tchê Voluntários

Parceiros: DEN | Life | Sabri | Andrigo Martins | APA | Erick Citron | JB Pinturas | Secretaria Municipal da Saúde/UBS Cinquentenário | Instituto Capoeira Cultura e Cidadania/ Grupo De Capoeira Liberdade | Graffsul Shop | DJ Bonés e Chapéus

Projeto "Tem arte na FAVELA: Museu de Arte Regina Rodrigues Machado" [2025]  |  Finalizado

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Além de fortalecer os direitos de acesso à cultura e à memória para os moradores do bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, o projeto buscou refletir sobre o papel das manifestações artísticas urbanas na interpretação da violência e na construção da memória territorial, entrelaçada com a memória social.

 

A proposta almejou, ainda, a preservação dos bens culturais, materiais ou imateriais da comunidade, sob o viés da valorização patrimonial e identitária. Sua principal meta foi a oficialização do Museu de Arte Regina Rodrigues Machado (MARM), 1º museu a céu aberto de Caxias do Sul, junto ao Ibram, além da realização do inventário das 69 obras de Graffiti, Muralismo, Lambe-Lambe e Arte Tridimensional já existentes no bairro (Novembro/2025), produção de três murais inéditos, realização de visitas guiadas e acessíveis ao Graffitour e promoção da arte como instrumento de cidadania e memória.

 

A homenagem a Regina Rodrigues Machado (1919–2003) reconhece uma figura histórica local, líder comunitária que, ao lado do marido, Florêncio Machado, ajudou a organizar a vida social e solidária do bairro. “Dar o nome de Regina ao museu é reconhecer a força feminina da nossa história. Ela representa o cuidado e o espírito de união que sustentam o Beltrão até hoje”, afirma Fernando Morais, presidente da AMoB e gestor do VIELAS.

Reconhecimento
Em 2025, o Ministério da Cultura, por meio do Instituto Brasileiro de Museus [Ibram], reconheceu oficialmente o MARM como um museu de território.

O Graffitour é uma das 18 ações vencedoras da 38ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade [2025], promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan]. Apenas duas iniciativas gaúchas chegaram à etapa final do edital de premiação.

 

O MARM faz parte do mapeamento da Rede de Acervos Afro-brasileiros, estabelecido para reunir representantes de iniciativas, em âmbito nacional, que salvaguardam coleções importantes e referentes aos feitos artísticos, culturais e históricos da população negra no Brasil, criada e articulada pelo Museu Afro Brasil Emanoel Araujo em conjunto com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo [SISEM-SP], em 2023.

Realização: VIELAS Espaço cultural

Apoio cultural: Go Image | Instituto Elisabetha Randon | Randoncorp

Apoio institucional: Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Financiamento: Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul

Projeto "Residência VIELAS: Arte e Inclusão Social" [2025]  |  Finalizado

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O projeto “Residência VIELAS: Arte e Inclusão Social”, aprovado no edital "Cultura e Educação" da PNAB RS, utilizou práticas educativas para promover interações entre a favela e a cidade e criar ambientes criativos e acolhedores, de valorização da diversidade. Voltadas para estudantes, educadores e moradores dos locais de realização, suas atividades foram realizadas de forma descentralizada, em diferentes regiões e comunidades, promovendo a fruição cultural e as expressões culturais de cada um dos territórios: o bairro Bom Jesus, conhecido como “Bonja”, em Porto Alegre, e o bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, conhecido como Zona do Cemitério (ZDC), em Caxias do Sul.

 

Sua programação contou com 52 oficinas, em formato de residência:

* Arte com sucata, com Andrigo Martins;

* Arte e inclusão, com Patricia Rangel;

* Fotocerâmica, com Carolina Biberg;

* Graffiti, com Sabrina Souza; Música (Beatmaker), com Nego Dinóia;

* Produção de vídeos com celular, com Gustavo Spolidoro e William Cabral;

* Tranças Afro, com Geórgia Rosa.

 

Seu encerramento teve formato de festival, com oficinas artísticas e de acessibilidade atitudinal, atração musical, entrega de premiações aos participantes que destacaram-se durante as atividades propostas e um Graffitour acessível no Museu de Arte Regina Rodrigues Machado.

Proponente: VIELAS Espaço cultural

Apoio: Centro de Educação Ambiental [CEA]

Financiamento: Pró-Cultura RS | Secretaria Estadual da Cultura | Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Realização: Ministério da Cultura | Governo Federal

Projeto de reforma do VIELAS | Anexo [2025-2026] | Finalizado

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Projeto para concepção, desenvolvimento e execução do projeto de reforma da Sala Multiuso / VIELAS Anexo, localizada ao lado de sua sede, a fim de dar cintinuidade à realização de atividades culturais, de formação, capacitação e de acesso à informação desenvolvidas na favela Euzébio Beltrão de Queiroz de Caxias do Sul [RS] desde 2022.


O projeto arquitetônico de reforma previu a estruturação do local, constituindo-o de: 01 sala multiuso, para a realização de oficinas artísticas, ações de acesso à informação e cultura, de estímulo à criatividade, habilidades sociais e emocionais; 01 central comunitária de computadores e acesso à internet, para utilização dos moradores e realização de capacitações e formações voltadas à profissionalização, geração de renda e oportunidades econômicas; 01 espaço de leitura e pesquisa comunitário com prioridade a obras de autores negros e/ou obras que abordam a temática étnico-racial, com o objetivo de promover a cultura e a produção literária e acadêmica negra, combatendo a invisibilidade e o apagamento histórico e oferecendo um local de acesso e disseminação de conhecimento que reflita a diversidade e a riqueza da cultura afrodescendente; 01 banheiro para utilização das usuárias e usuários do local.

O projeto relaciona seu impacto social e econômico com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODSs 3, 4, 5, 8, 9, 10, 11 e 16), apoiando atividades produtivas para geração de emprego decente, empreendedorismo, criatividade e inovação, promoção da cultura e produtos locais.

Realização: VIELAS Espaço cultural

Financiamento: TERMO DE COLABORAÇÃO SEDAC N° 45/2025 (Governo do Estado do RS e Secretaria Estadual da Cultura)

Programa Impulsiona Cultura | Indicação de Emenda Parlamentar Estadual - Deputada Bruna Rodrigues (PCdoB-RS)

PROJETO/ATIVIDADE: 1062 - MÓDULO FPE Nº 2119/2025

Expediente Administrativo nº 25/1100-0000968-7

Disponível no Portal de Convênios e Parcerias do Governo do Estado do RS

Projetos Contínuos

Graffitour | Desde 2023

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O Graffitour é uma atividade de Educação Patrimonial e Sócio-educativa que constitui o Setor Educativo do Museu de Arte Regina Rodigues Machado (MARM; Ibram - 2025).

 

Evidencia a realidade periférica, estimula a compreensão da cultura local como instrumento de transformação e valoriza narrativas que rompem com estigmas associados à periferia. Vencedor do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2025, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), consolida-se como prática que gera pertencimento territorial e desenvolvimento local, utilizando a Arte Urbana para a construção de memórias, produção de alternativas de vida e expressão para a comunidade.

 

Seu público alvo são os interessados por Arte Urbana e turismo de favela, convidados para uma imersão neste cotidiano, ressignificando os conceitos de “território periférico”, mas também realiza visitas mediadas para grupos e faixas etárias distintas: professores e estudantes da Rede Municipal de Ensino; Academia e profissionais das áreas de Humanidades (Sociologia, Psicologia, Comunicação Social, História, Artes Visuais, Pedagogia, Serviço Social), Engenharias, Arquitetura e Urbanismo. Estabelece parcerias com outros espaços de memória, como o Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, e instituições culturais, promovendo o intercâmbio de experiências e a criação de projetos conjuntos que ampliem o alcance da Educação Patrimonial.

Museu de Arte Regina Rodrigues Machado | Desde 2024; inaugurado e oficializado desde 2025

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O Museu de Arte Regina Rodrigues Machado (MARM) é um elemento importante de tecnologia social, comunitária e cidadã do Euzébio Beltrão de Queiroz, favela de Caxias do Sul. Mantido pelo VIELAS Espaço cultural e devido à adesão dos moradores aos projetos culturais, o museu de território tem em seu acervo catalogado 72 murais artísticos (Agosto/2026), distribuídos em fachadas de residências e muros.

 

Propõe a reflexão sobre o papel arte na construção da memória territorial, entrelaçada com a memória social, utilizando as artes visuais urbanas  como ferramenta  (Graffiti,  Arte Sustentável,  Muralismo e Lambe-lambe) para  estimular  a  presença  de  pessoas  na  comunidade e promover ações focadas na cultura local, buscando a valorização da memória coletiva.

 

O MARM, reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram; 2025) como museu de território e como Tecnologia Social Transformadora pela Fundação Banco do Brasil (2026), incentiva a participação social e fortalece os vínculos comunitários, ampliando os repertórios estéticos e políticos sobre o território. Os moradores acessam a atividade, participando no desenvolvimentos das obras de arte, pois convivem com os artistas e interagem com os visitantes.

 

Seu catálogo de obras está disponível online e a iniciativa faz parte do mapeamento da Rede de Acervos Afro-brasileiros, criada e articulada pelo Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, e integra a Rede das Artes da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

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